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XIII Jornadas FAPAS sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental

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No próximo fim-de-semana dár-se-ão as XIII Jornadas sobre Conservação da Natureza e Educação Ambiental, organizadas pelo FAPAS.
Nos dias 21 e 22, em Leiria (Estádio Dr. Magalhães Pessoa - ala poente, porta 7), vários temas serão abordados. Desde os Morcegos, às plantas e aos insectos. 

Alguns elementos do Bio-quê participarão com uma comunicação em painel sobre um estudo recente realizado no Centro de Portugal que esperamos que venha a ser do agrado do público.

Para mais informações sobre as Jornadas, clique aqui



Porque o que é português também tem qualidade.... "Mondego", de Daniel Pinheiro

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Este filme foi produzido ao abrigo de projecto final para obtenção de grau de Mestre em Wildlife Documentary Production, na Universidade de Salford, Reino Unido.
Este filme de Daniel Pinheiro foi filmado ainda este ano durante os meses de Maio e Junho e mostra-nos o Mondego e a vida selvagem a ele associada desde a sua nascente até à foz.


Sinopse: Um rio aclamado por poetas e compositores, intimamente ligado à história de Portugal. Enquanto as suas águas se fundem com o mar, uma pequena fonte, escondida no alto da Serra da Estrela, continua a assegurar que o Mondego dá vida à sua grande variedade de habitats e de vida selvagem.



I Encontro da Floresta

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       Nos próximos dias 25, 26 e 27 de Novembro realizar-se-á o 1º Encontro da Floresta, organizado pelo DeBio da Universidade de Aveiro, pelo NEBAAUAv e pela Associação ALDEIA, onde se debaterão várias questões, desde a gestão e ordenamento das nossas florestas à importância da floresta no nosso país e às suas ameaças e propostas de gestão e conservação da floresta portuguesa.
          O evento contará com dois dias de conferências e ainda um terceiro que terá lugar no Centro de Ciência Viva da Floresta, de Proença-a-Nova. 
           O programa está quase completo mas ainda surgirão novidades, nomeadamente para o dia 26 de Novembro.


      Os preços vão dos 25€ (sócios ALDEIA e NEB-AAUAv), 30 (Estudantes) e 50 (não sócios), já com a saída ao CCV da Floresta incluída. 

    Esta será certamente uma boa oportunidade para conhecer o actual estado de conservação e ordenamento das nossas florestas quer autóctones, quer as exóticas. 

          Os conferencistas e a organização exprimem qualidade e o BioQuê estará lá para saber. Esperamos que os nossos leitores também.
                   As inscrições deverão ser feitas até ao ia 19 no site oficial do evento.
Para mais informações clique nas imagens ou aqui.

Curso: Introdução à Identificação e Conservação de Cogumelos Silvestres (10ª ed.- ALDEIA)

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A Micologia é a área da Biologia que estuda os fungos e nesta também estão incluídos os cogumelos.


Sugerimos que aproveite este fim-de-semana (22 - 23 de Outubro) para aprender um pouco sobre os Macrofungos e sobre a sua identificação e ecologia. 
Este curso contará assim com a sua 10ª edição e mais uma vez será em Gouveia (Serra da Estrela), uma das paragens mais ricas em cogumelos silvestres.

Para mais informações, carregue na imagem.



Próximas actividades da associação Aldeia:

Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 13ª EDIÇÃO

Gouveia/Seia. 25 a 27 de Novembro de 2011
Workshop: Anatomia e Necrópsia de Aves Selvagens, 3ª Edição
Gouveia/Seia. 9 a 11 de Dezembro de 2011


Sement Event

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Desta vez divulgamos um evento que já começou mas que tem ainda muito para dar, a primeira edição do Sement Event. Programada pela Fundação Mata do Buçaco, este evento tem por objectivo iniciar uma campanha assente na preservação do património natural e exótico da mata.



Um outro grande objectivo deste evento prende-se na consciencialização da população para a importância das sementes e especialmente para a importância da preservação da flora nativa.
As inscrições eram até dia 15 de Setembro mas segundo o que nos informaram, não há qualquer problema quanto à inscrição já que quem quiser poderá entrar e assistir também ao evento.
Este evento contará também com a presença de entidades estrangeiras como o Dr. Paul P.Smith, Director do Banco de Sementes do Milénium. 
Este, além de estar previsto acompanhar numa visita ao Viveiro da Mata do Buçaco, no dia 9, também falará sobre a importância dos bancos de sementes para a preservação de florestas e sua restauração.

Mais um evento que vale a pena acompanhar.


Hoje, dia 5 assim como dia 6 e 7 haverá o Campo de voluntariado monitorizado pela bióloga Milene Matos que visa a recolha de sementes na mata.


Junte-se neste evento gratuito e aproveite o que a natureza tem para nos dar.
(Mais informações aqui.)

Espécies Exóticas Invasoras

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   Espécies Exóticas Invasoras (EEI) são todos os animais, plantas ou outros organismos introduzidos pela mão do Homem em locais fora da sua área de distribuição natural. Onde quer que se estabilizem e propaguem, possuem um efeito nefasto sobre os ecossistemas e as espécies autóctones.
   Desde o séc. XV que as espécies exóticas originárias de locais distantes, que normalmente não teriam possibilidade de conquistar ambientes longínquos, são introduzidas pelo Homem recorrentemente, alterando ecossistemas e causando a extinção de um elevado número de espécies nativas que não têm como se adaptar a competidores menos especializados, mais prolíferos e com um ciclo de vida menor do que o seu.

Datura stramonium  (© A. Gonçalves)

   Portanto, um dos maiores factores para a acentuada diminuição da biodiversidade actual é, sem qualquer dúvida, a existência das EEI. Aliás, são inclusivamente consideradas a segunda maior causa para  este fenómeno, logo a seguir à destruição de habitats, sendo em ilhas a primeira. Como exemplo, tem-se o caso dos gatos e ratos que proliferam nesses locais e destroem a fauna local, sobretudo aves. Nem foi há muito tempo que uma cria de cagarro, cujas imagens estavam a ser divulgadas pela SPEA na internet, foi predada por um gato.
   Infelizmente, a lista de espécies exóticas invasoras em Portugal assim como no resto do Mundo parece infindável. São introduzidas acidentalmente, muitas vezes trazidas através de águas de lastro, como o caranguejo-peludo-chinês (Eriocheir sinensis) que presentemente se encontra disperso pelos rios Minho e Tejo; ou intencionalmente para fins recreativos, alimentares e outros.
   Por exemplo, o lagostim-vermelho (Procambarus clarkii), originário da América do Norte, que chegou a Portugal através de fugas acidentais de viveiros espanhóis, é uma verdadeira praga na maior parte dos cursos de água. Reduz significativamente todas as espécies nativas, sendo um predador voraz e ainda vector de alguns vírus e hospedeiro de parasitas intestinais.
   Já a gambúsia (Gambusia holbrooki), vinda da América Central, foi intencionalmente introduzida para combater o mosquito da malária que se reproduzia em águas paradas, como os arrozais. Todavia, esta introdução revelou-se uma verdadeira catástrofe: além de se ter reproduzido exponencialmente ao alimentar-se de ovos de anfíbios e peixes, que também predavam as larvas de mosquito, a sua presença revelou-se contraproducente.
   Para se ter noção da sua nocividade basta dizer que se encontra entre as 100 piores EEI do Mundo, a par com a tão comum cana Arundo donax, que facilmente substitui as espécies nativas com as quais compete, e a acácia-negra (Acacia mearnsii ). As restantes podem ser conferidas aqui.
  Quanto a espécies introduzidas para fins recreativos tem-se, entre muitos outros, o caso do achigã (Micropterus Salmoides) que se adaptou muito bem às albufeiras onde foi introduzido, ambiente esse já adverso para as espécies de peixe autóctones que viram assim as suas hipóteses de sobrevivência ainda mais reduzidas.
   Outra espécie que se tem vindo a multiplicar consideravelmente ao longo dos anos é a amêijoa-asiática (Corbicula fluminea). É provável que tenha chegado através de águas de lastro mas foi também propositadamente introduzida em alguns rios para posterior captura e consumo. Tem vindo a atingir densidades populacionais incríveis, como se pode comprovar na seguinte reportagem:
                                       

   Enfim, não importa enumerar mais casos e consequências porque é fácil concluir que as EEI danificam os ecossistemas, prejudicam a economia e até a nossa saúde, além de que a sua erradicação na maior parte das situações não só é extremamente cara e difícil como, muitas vezes, impossível.
   Por isso, entre as medidas de erradicação e controlo exequíveis, cada pessoa deve ter conhecimento das espécies exóticas invasoras ou potencialmente invasoras, não as deve manter e muito menos libertar na natureza.

 
 A título de curiosidade, a espécie deste mês no Naturdata é uma planta exótica invasora, a Carpobrotus edulis, vulgarmente conhecida como chorão.